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Mostrando postagens de janeiro, 2020

Como foi trabalhar no Hotel Paraíso (parte 1)

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Na entrada de Tibau do Sul, pra quem vem da Pipa, existiu um hotel que guarda em nossas lembranças muitas histórias. O Hotel Paraíso, de propriedade do Sr. Leonardo Araújo e sua esposa Amélia, foi um marco para a industria hoteleira da região com sua piscina gigantesca e apartamentos amplos em confortáveis e também de polêmicas que duram até hoje. Quando estava em Recife, minha mãe tinha me falado que conheceu um tal de Leonardo que estava fazendo um hotel revolucionário em Tibau do Sul. Na hora, envolvido com o semestre triplicado das universidades federais do período de Fernando Henrique Cardoso, não me interessei muito mas, alguns meses depois, heis que surgiu o inevitável momento de eu abandonar o curso de período integral em Recife, que estava me matando, para encarar a vida e trabalhar. Então, pedi para minha mãe falar com o tal Leonardo e conseguir um emprego pra mim no tal "hotel revolucionário". Deu tudo errado! Mas, comunicativa e cheia de amigos, ela cons...

Passeio de balsa na Lagoa Guaraíras... Como era bom!!

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Quase todos os dias eu descia pra praia e ia dar uma voltinha na Balsa que liga a praia de Tibau do Sul e Malembar... Tive oportunidade de ver muitos Pores do sol maravilhosos e de refletir bastante sobre o quanto a vista era maravilhosa longe do trânsito e engarrafamento de minha antiga cidade... Todos os dias, a cada travessia era algo novo. Nunca ví dois pores do sol iguais, nem fizemos o mesmo trajeto... Os funcionários das balsas ja me conheciam e não mexiam comigo. Me deixavam lá pensando e refletindo... Indo e vindo ao balanço do mar e o barulho do motor a diesel.   E as vezes ao som complementar dos "demônios da FEBEM" como apelidaram "carinhosamente" os músicos mirins que tocavam desafinadamente, sem nenhuma censura ou restrição, quase todos os dias durante as travessias. Eles não tocavam nada mas, por tanta tentativa e erro, acabaram se afinando aos poucos. Hoje, um deles comanda a banda de musica da cidade! Era uma poesia para min...

Imagens da nossa "pousada" em Tibau do Sul...

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Logo que recuperamos a nossa casa, continuamos o negocio que tinha se estabelecido no lugar. Com muita dificuldade, tentamos tocar a diante a Pousada que batizamos de "O Veleiro". Eu e minha mãe, sem ter o que fazer, acabamos nos viciando em novelas então, apelidei logo a pousada de "noveleiro". 😅 A localização era magnífica. Tinha vista pra barra de Tibau do Sul, dava pra ver o por do sol e o nascer da lua ao mesmo tempo. Era espetacular. Eu realmente estava feliz por morar ali. Eu e minha mãe, tentávamos tocar sozinhos a pousada. Sem dinheiro e precisando de reformas. Foi duro mas, conheci muitas pessoas bacanas e aprendi a me soltar mais um pouco conseguindo me adaptar melhor a vida na região. Mamãe na nossa primeira ceia após recuperar a posse da casa na justiça... Nos sentíamos seguros aqui. Não tínhamos muros e nunca sofremos nenhum tipo de atentado ou assalto durante todo período que moramos na pousada. Os únicos incômod...

E tinha um caranguejo na piscina!

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Quando cheguei em Tibau do Sul, eu era realmente matuto. Ainda tinha muito em mim do cabra que morou parte da juventude no sertão pernambucano, lidando com pessoas simples e situações pouco complexas. Certa vez, minha mãe trouxe não sei de onde, uma corda de caranguejos e me pediu pra guardar. Eu então logo providenciei em fazer uma "casinha" pra eles. Peguei alguns tijolos, delimitei um circulo de mais ou menos 1 metro de diâmetro, fiz um murinho de 1 tijolo de altura e pahh... Taquei os bichinhos la dentro. Peguei uns umbus cajá caídos da casa do vizinho e coloquei a pra eles comerem. Achei que tinha feito o "Éden dos Caranguejos" e que eles nunca sairiam dali. Alguns minutos depois, escutamos um grito vindo la da piscina! Era uma hospede assutada com o bicho que tinha na água! Obviamente, os caranguejos não gostaram muito do lar que fiz pra eles e fugiram, se espalhando pela vizinhança e se lançando nos quartos da pousada e dentro da piscina....

Meu amigo "Olho de Fusca"

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Quando vinha passar as férias em Tibau do Sul, nos longínquos anos 90, era a maior felicidade. Finalmente podia sair da selva de pedra de Recife e brincar de escalar falésias, subir em coqueiros, roubar cajus nos terrenos alheios e andar de bicicleta e caiaque. Um de meus primeiros amigos foi Zé Carlos, que levaca consigo a alcunha de "Olho de Fusca". A primeira coisa que me chamou atenção nele foi que eu não sabia exatamente se ele era menino ou menina. Ele tinha uns cabelões emaranhados e um rosto infantil que impossibilitava a identificação mas, foi amizade a primeira vista. Eu com meus 12 ou 13 anos e ele... Bem, ele não sabia nem a idade nem o dia do aniversário e isso me fez repensar algumas coisas que tinha aprendido na cidade grande. Eu não me importava se ele era menino ou menina nem que idade ele tinha só sei que ele foi um grande companheiro e amigo que acreditava em minhas loucuras e me acompanhava quando queria atravessar a barra nadando ou quando queria...