Minhas primeiras férias na Pipa
No final do ano de 1991, minha tia Glicia estava namorando um cabra muito gente boa. O Tal do Rogério Bivar, era brincalhão e alegre e eu gostava pra caramba desse jeitão descontraído dele. Foi ai que de repente, surgiu o convite pra eu passar as férias no Rio Grande do Norte, numa praia chamada Pipa e eu, achado que ia empinar muita pipa na praia da Pipa, aceitei o convite.
Rogério parou lá embaixo do prédio e veio me pegar, com uma Kombi velha, entulhada até o teto de coisas. Eu precisei viajar lá atrás em cima do motor. Após umas 5 horas de viagem ou mais, chegamos em Goianinha, uma cidade pacata e típica do interior, com uma bela e enorme igreja dominando o cenário. Dali pra frente foram mais umas 2 horas pela estrada de terra esburacada em meio ao canavial que dominava a pista dos dois lados até eu avistar o primeiro indício de civilização.
Tibau do Sul era uma típica vila de pescadores e eu, sonhando por um pouco de descanso, achando que já havíamos chegado, fui comunicado que Pipa ficava a 8 km dali. Acho que levamos mais 1 hora de Tibau para Pipa. Lembro que foi a viagem mais longa que tinha eu tinha feito com meus 10,5 anos de vida.
A casinha da família de Rogério, que iria passar as férias, era muito linda. Fica de frente para o mar, numa praia do centro da pipa ainda sem nenhuma barraca. A primeira coisa que me chamou atenção na Pipa foi a força dos ventos e os dolorosos grãos de areia que batiam como pequenas laminas em minhas pernas, depois fui conhecendo um pouco da cultura local; Os pescadores com seu linguajar peculiar que eu não entendia quase nada, a televisão coletiva na praça, a influencia da igreja católica na vila e a famigerada ladeirona que eu, como boa criança que era, tinha que subir todos os dias pra ir comprar pão. Uma das coisas que mais gostava, além de pegar "sorrisal" na praia do Curral e de surfar na praia do Madeiro, era escalar o morro, se agarrando nos galhos, para chegar no cruzeiro e vislumbrar a paisagem.
A felicidade foi tanta que convenci minha mãe a vir me buscar e conhecer aquela vila pitoresca. Muito a contra gosto, ela veio e acabou se encantando com a magia e beleza daquele paraíso selvagem e ceio de gente estranha, que já naquela época, recebia seus primeiros moradores "de fora".
No ano seguinte, passei o carnaval, semana santa e as férias de Junho na Pipa até que poucos meses depois, seguindo o embalo de Rogério e de minha tia Glicia que haviam comprado um terreno em Tibau, minha mãe seguiu o mesmo caminho. Comprou um alicerce de casa em construção e fez nossa "casa de praia" que mais tarde iria se transformar numa pousada.
Foi assim que começou minha história por aqui. Quase 30 anos atrás. Eu ainda nem sabia direito o que era o mundo mas, tinha acabado de descobrir que o mundo era feito de lugares fascinantes como Tibau do Sul e Pipa.
Nos dias de Hoje, Rogério é o dono do Hotel Marinas e do Haras Água Boa. Dessa história, viram pra cá meus primos Carlinhos do barco Solemio, o Armando da Pizzaria de Tibau bem como a população daquela cidadezinha que morei no sertão pernambucano - Alagoinha-PE - quase toda (exagero😜) .
E, só depois de alguns anos depois, consegui realizar o sonho de empinar Pipa na Pipa... Mais exatamente no "Chapadão"... Só que o vento foi tanto que a Pipa foi embora e até hoje vem se distanciando daquele lugar magico daquela época.
Nos dias de Hoje, Rogério é o dono do Hotel Marinas e do Haras Água Boa. Dessa história, viram pra cá meus primos Carlinhos do barco Solemio, o Armando da Pizzaria de Tibau bem como a população daquela cidadezinha que morei no sertão pernambucano - Alagoinha-PE - quase toda (exagero😜) .
E, só depois de alguns anos depois, consegui realizar o sonho de empinar Pipa na Pipa... Mais exatamente no "Chapadão"... Só que o vento foi tanto que a Pipa foi embora e até hoje vem se distanciando daquele lugar magico daquela época.

História bacana. Fui à Pipa pela primeira vez em 1989 quando estava de férias pelo nordeste com um namorado. Amamos o local. Depois de muitos anos meu marido (não o namorado antigo) se apaixonou pelo local e compramos uma casa na Pipa onde pretendemos passar alguns meses anualmente. Só acho que hoje em dia o local está muito populoso, o que faz perder um pouco a magia desse lugar maravilhoso.
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